PASTEL DE JABÁ

pastel

Veio lá do agreste,
De nosso querido nordeste
Dum lugá tão, mas tão quente
Que num dá nem prá chegá
Chegô prá alegrá nossa gente
O mais famoso Jabá.

Só viu água no dia
Quando mergulhô na bacia
Na casa de argum dotô
Do suó se refrescô
Perdeu o sal e a cor,
Mas a vida renascia.

Na maió pressão foi metido
Prá amolecê o nordestino
Mar sabiam estes paulista
Que ele já tava curtido
E traçava o próprio destino.

Desfiaram o pobre Jabá
Fibra por fibra até acabá
Cebola por cima prá chorá
Manteiga de garrafa e pimenta de bode
Prá vê quem guenta e quem pode.

Na madruga, agasalhado
Em cobertô de chinês
Sobrevive e faz sucesso
Como o mais requisitado,
Que sempre tem repeteco
O nordestino Jabá,
Campeão…. rei dos boteco.

E no dia seguinte vortá
Prá rotina da construção
Fazendo São Paulo mostrá
Pro mundo em evolução
Que com fibra de cabra macho
Da secura do sertão
Quando não se é capacho….
Se constrói uma nação

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